22 de out. de 2014

Fuga



Eu finjo que nada acontece,
me faço de difícil,
te dou meia volta
e fujo desse momento.
O momento há tanto esperado e sonhado,
que um dia de tão desejado
se tornou real nos meus sonhos
e eu jamais me libertei dessa prisão,
de querer,
de mover o mundo pra te encontrar
de enganar meu coração,
fingindo que você não esta
enganei a mim mesma e decidi me reinventar
fazer de novo meus trajetos,
achando o caminho certo
de onde nem de perto
eu irei te achar
Quis me tornar diferente
e mesmo ausente
eu me fiz presente
na desordem que a vida
preparou pra gente
Me afasto e não sinto
você chegando
mais uma vez eu vejo 
o mundo me enganando
tentei escapar
por inúmeras vezes,
me fiz de invisível
mas o amor que nos rodeia
atravessa esse nível
e logo, logo,
você volta a me achar.

2 comentários:

Edum@nes disse...

Fuga, acrescento, em alto mar,
porque terá acontecido
não se sabe quando irá voltar
navegando, rumo desconhecido.

Um veleiro no mar perdido,
não encontra porto seguro
como o amor não correspondido
sem destino e sem futuro.

Não finja de que nada acontece,
seja perentória, não queira sofrer
quem se ama, não se esquece
enquanto a chama acesa permanecer.

Desejo-lhe amiga Sônia Amorim,
uma boa tarde, um beijo.
Eduardo.

Maria Aparecida disse...

Fugimos tanto, de tantas formas, e tempo um dia cobra, o que não se vivi
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